um Plié e uma Clave de sol me fizeram bailarina.
Nasceu (em mim) uma nova religião,
onde a fé se é a emoção e a expressão.
Tornou-se veneração.
Criou-se uma adoração.
Sindo que Deus é forma mais completa da Dança.
Sábios que jamais acreditaram em Deus não o fizeram por que não sabiam dançar.
A Dança! Ah a Dança...
Como uma tirana, ela é soberana,
Como uma tirana, ela é soberana,
Insana! Seu o poder emana.
Ela se impõe... se sobrepõe!
É impossível escapar.
Sou uma presa indefesa,
que com muita sutileza
que com muita sutileza
dança com a Dança pra não se lastimar.
Porque ela pode ferir. Pode machucar.
Pode matar e depois ressuscitar.
Sua magia hipnotiza como uma medusa ao contrário;
aos homens que são pedra, movimento dá.
A Dança contamina o ritmo dos desritmados
e passa pelo corpo dos que por ela ao nascer, não foram contemplados.
Desengonçados e engraçados aos olhos de quem não sabe olhar.
Não sabem ver, nem contemplar a beleza que é dançar.
A dança externa tudo que eu não consigo dizer,
tudo que em minha vida não aprendi de outra maneira fazer.
A melhor professora que me ensinou a escrever foi ela
As palavras simplesmente calam enquanto meu corpo revela.
Suas companheiras; Música, Letra e Melodia
são as mulheres que todo homem queria.
Que todo homem pretendia,
que o melhor prazer lhes propicaria.
Meu movimento;
e o cheiro que exala quando a Dança dança em mim.
É feromônio.
É um ritual.
É sexual.
É sexual.
Basta... o meu sim.
O ritual que sempre começa en dedans,
não resite, se tornar en dehors.
À quem não pôde compreender, fica apenas meu relevé.
Meus aplausos aos apreciadores das bailarinas, das dançarinas...
Fecho agora e aqui, minhas cortinas.
Camila Reis